Tuesday, October 23, 2012

Sunday, October 21, 2012

Mapas hipsométricos

Com 10 anos fui estudar para um colégio de freiras (a meu pedido), que não sendo interno, nos sujeitava a regras bastante severas.
Havia horas para tudo. Para comer, para brincar, para dormir e até para acordar.
Claro que também havia períodos definidos para estudar. 
Devíamos fazê-lo em silêncio. Os únicos sons possíveis eram o virar das folhas, o rabiscar do lápis no papel e de vez em quando o tossicar de alguém.
O estudo em grupo era quase proibido. Potenciava a distracção de quem neles participava e o resultado ficava sempre aquém do pretendido. Deus nos livre de comentários divertidos enquanto se estuda!!!!!
Havia quem tentasse tirar proveito destas horas para pôr outras leituras em dia (a literatura clandestina de então faria corar todas nós, de tão naïf que era...)
Nunca fui assim tão corajosa, por isso acabei a tirar o máximo proveito da situação. Aluna com boas notas que por vezes era dispensada de testes porque estudava a matéria por antecipação. Transformei-me numa verdadeira marrona! Estudar era a minha razão de viver. Até a roupa, o penteado e os óculos ajudavam a compôr o modelito.
Falo disto hoje, porque a Carolina é precisamente o oposto. Não mostra qualquer interesse em estudar mais do que o necessário. 
Preocupa-me esta postura. É demasiado limitativa. É uma má opção assumir que o que consideramos suficiente, satisfaça as exigências de outros.
Ser razoável não faz parte das escolhas possíveis. Ser bom é o ponto de partida. Ser óptimo permitirá fazer a diferença.
Dou por mim a "obrigá-la" a rever uma vez mais os apontamentos para o teste que vai ter esta semana. Com o ar mais insatisfeito do mundo, dá a mesma resposta: "Mas eu já sei isto que aqui escrito!"
E sabe, porque respondeu às perguntas que lhe fiz correctamente. Eu, aprendi o que é um mapa hipsométrico.

Não gosto da forma como ela relativiza os estudos. 
Erro meu? 

Friday, October 19, 2012

Lembrar-te-ás de mim?

Empatia, interesses comuns, convivência diária, entre outras, são razões suficientes para nos sentirmos mais próximos de certas pessoas no local do trabalho.
Quando alguém "sai" e revisitamos o significado da palavra despedida, de uma forma consciente ou não, questiono-me: vou sentir 'falta' dele ou dela?
Tentando não querer parecer brutalmente insensível, e considerando que no espaço de um ano, vi "sair" muita gente, cheguei à conclusão que a minha resposta tem sido sempre a mesma: NÃO.
Há uns dias comentava este assunto com um amigo e na sequência dessa conversa, percebi que uma das minhas mãos é suficiente para contabilizar aqueles por quem sinto amizade, apreço, preocupação, carinho, independentemente do facto de serem meus colegas de trabalho.
Um número que pode diminuir, jamais aumentar.
São poucos, são muitos, é irrelevante.

São aqueles que me fazem rir, aqueles que me fazem chorar.
São aqueles que hoje, amanhã e depois, fazem e farão parte da minha vida.

Monday, October 15, 2012

Depois de uma breve passagem pelo paraíso, regressar ao inferno do trabalho é duríssimo!
Só me apetece chorar: buaaaaahhhhhhh

Sunday, October 14, 2012

Crónica de uma bebedeira anunciada #8

Grande fim de semana!
O paraíso existe.
Para ser partilhado apenas por alguns.

Crónica de uma bebedeira anunciada #7

O day after é medonho.
Garrafas, garrafas, garrafas... vazias. E nenhuma é de água.

Depois de tudo limpo, depois da chuva e agora que o sol está de volta, nada melhor que estar deitadita na rede a apreciar a paisagem em redor.
A da natureza e a humana.